sexta-feira, 13 de junho de 2008

Comemorações do 120.º Aniversário do Nascimento de Fernando Pessoa


Fernando Pessoa

1888-1935


Liberdade


Ai que prazer

Não cumprir um dever,

Ter um livro para ler

E não o fazer!

Ler é maçada,

Estudar é nada.

O sol doira

Sem literatura.


O rio corre, bem ou mal,

Sem edição original.

E a brisa, essa,

De tão naturalmente matinal,

Como tem tempo não tem pressa...


Livros são papéis pintados com tinta.

Estudar é uma coisa em que está indistinta

A distinção entre nada e coisa nenhuma.


Quanto é melhor, quando há bruma,

Esperar por D. Sebastião,

Quer venha ou não!


Grande é a poesia, a bondade e as danças...

Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca

Só quando, em vez de criar, seca.


O mais do que isto

É Jesus Cristo,

Que não sabia nada de finanças

Nem consta que tivesse biblioteca...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Crónica de um fim-de-semana bem passado....

Era uma vez, um bando de rapazes e raparigas, que resolveram ir fazer uma actividade de espeleologia, organizada pelos seus superiores (a queridíssima equipa de animação) e também tiveram a presença de alguns elementos do Clã.
Encontraram-se na igreja, de mochila às costas e lá partiram em direcção a Setúbal (de transportes, é claro). Quando chegaram a Setúbal iniciaram uma longa e longa caminhada, uma caminhada tão longa que parecia que o mundo iria a acabar, já de madrugada chegaram ao seu destino, o Portinho da Arrábida, e foi aí, numa gruta que puderam dormir, poucas horas, mas decerto que valeu a pena aquele tempinho de descanso!
No dia seguinte, pelas oito e meia, tiveram de acordar ao som das ondas do mar a baterem nos rochedos, como tinham dormido pouco, estava a custar abrir a pestaninha foi então que uma pessoa bastante leva denominada por Bolinha, fez o favor de se ir divertir as custas daqueles pobres coitados cansados, rebolando por cima deles ate eles se levantarem do saco de cama. Depois da higiene, do pequeno-almoço tomado e de contemplada a vista fizeram se a estrada, um longo e duro caminho esperava-os, subiram, subiram ate chegar a gruta do Médico, local onde iriam fazer espeleologia.
Enquanto a chefia e o clã entraram na gruta para prepararem o trajecto, nos os verdadeiros guerreiros aproveitamos para descansar, aparvalhar, cantar e preparar para mais um grande desafio que ai vinha! Depois de tudo preparado para irmos praticar espeleologia, foi a hora de almoço e todos juntos lá se comeu o que tínhamos levado. Almoçou-se rapidamente, e lá foram eles para dentro da gruta, alguns com curiosidade, outros com receio e ainda alguns burraditos de medo. Tiveram dentro da gruta a maior parte da tarde e quando finalmente acabaram o ‘X’ e o ‘K’ resolveram tentar bater o recorde do buraquinho, conseguiram meter lá os pioneiros que tinham ido, a Gisela e dois dos caminheiros que nos acompanharam (a Maria e o Garrido). Arrumaram o material todo que tinha sido utilizado e novamente fizeram se a estrada ate ao portinho, vestiram os fatos de banho e AGUA que bem precisavam pois já cheiravam um bocadito mal. Ficaram ali tempos e tempos, deu para descansar e jantar. Chegou a hora de dar o jogo da nossa selecção, e como bons portugueses que somos, lá fomos para o café MAFALDA assistir ao jogo da nossa selecção (que venceu). Já noite cerrada voltaram a ir para a praia onde ai, iriam dormir, ainda era cedo por isso numa rodinha cantamos e encantamos, denotava -se que todos estavam felizes por ali estarem. Ate que chegou a hora do silêncio!
Domingo a alvorada foi bastante cedo, pois tínhamos que apanhar o barco que nos iria levar ao Fojo dos Morcegos, o povo adorou o fojo dos morcegos, tirando a parte que foram atacados por um bando de mosquitos, mas isso foi um à parte. Depois de vista a gruta, voltaram a ir para a PRAIA onde puderam tomar banho novamente pois já era preciso, almoçou-se e fizeram-se a estrada finalmente de regresso a Setúbal, apanhou-se o comboio em Setúbal ate a Amadora, onde se deu por terminada a actividade.
Foram poucos na actividade, mas mesmo assim ninguém ficou para trás e foram-se ajudando uns aos outros, provando que se quiserem conseguimos ser os MAIORES.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

ACTIVIDADE DE ESPELEOLOGIA

PARA RELEMBRAR....

Actividade de 6 a 8 de Junho de 2008
Tipo : Raid de espeleologia
Local : Serra da Arrábida
Tema / Imaginário : Ásia

PROGRAMA
Sexta 6
21:30 – Concentração na Amadora ( sede )
22:00 – Partida
23:40 – Chegada a Setúbal
02:40 - Chegada ao Portinho da Arrábida
03:00 – Recolher/Silêncio

Sábado 7
08:30 – Alvorada
09:00 – Oração / P.A.
09:30 – Partida para a gruta
10:30 – Chegada à Gruta do Médico
11:30 – Montagem
12:00 – Almoço
13:30 – Entrada na Gruta
16:30 – Desmontagem
20:00 - Jantar
21:30 – Ao redor da fogueira
23:30 – Recolher / Silêncio

Domingo 8
07:00 – Alvorada
07:30 – Oração / P.A.
08:00 – Embarque
10:30 - Desembarque
10:30 – Raid
13:30 – Chegada a Sesimbra/almoço
15:00 – Partida para a Amadora
18:30 – Chegada à Amadora
19:00 – Missa
20:00 – Fim da Actividade

Refeições: Por conta própria (2 almoço, 1 jantar e 2 pequenos-almoços)
Preço dos transportes: 16 € (Bilhetes de comboio, barco, autocarro e metro)


Material necessário para a actividade:

- Frontal + pilhas suplementares
- Fato-macaco
- Capacete
- Fato-de-banho
- Fita adesiva para prender o frontal ao capacete
- Saco-cama
- Esteira
- Mochila pequena

É também necessário levar o material que deve ser levado para todas as actividades do grupo pioneiro.
- Canivete
- Lanterna + pilhas suplementares
- Caderno de caça + lápis
- Bússola

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Insígnia Mundial de Conservação da Natureza


A Insígnia Mundial de Conservação da Natureza foi lançada há já alguns anos pelo Bureau Mundial do Escutismo, em cooperação com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), uma organização não governamental presente em numerosos países, dedicada à conservação da natureza e aos seus valores.

A Insígnia Mundial de Conservação da Natureza pretende ser uma tomada de consciência para a existência de um equilíbrio ecológico na Natureza e do papel e responsabilidades do Homem relativamente a esse equilíbrio.

Nível IIIVerde(representa a Vegetação)
Pioneiros

OBJECTIVOS:

Verde / a Vegetação
Trabalhando nesta Insígnia, os Pioneiros devem compreender:- O que constitui o ambiente natural;- Verificar como é que as actividades do Homem podem afectar o ambiente.

Mecanismos de atribuição da Insígnia:
Após a realização do projecto, cada Escuteiro deve elaborar um relatório final tão completo quanto possível, onde deverá descrever cada uma das fases porque este passou, desde a preparação, lançamento, concretização das acções e avaliação, acompanhado de fotografias, desenhos, etc. Este relatório poderá ser apresentado sob a forma de vídeo, diaporama ou qualquer outro suporte gráfico.
O Chefe de Unidade atesta a veracidade do cumprimento dos requisitos da Insígnia e da aplicação da metodologia educativa da Secção respectiva e remete o relatório à Junta Regional / Núcleo.
A Junta Regional / Núcleo atesta que a Unidade aplica a metodologia escutista e remete o relatório para a Junta Central, depois de analisado e anotado com os comentários que se julguem necessários.
A Divisão Nacional de Ambiente confirma o uso da Insígnia e envia o diploma comprovativo a cada elemento, fazendo publicar em OSN a atribuição da mesma.
Após a atribuição da Insígnia, esta deverá ser colocada por cima do bolso direito do uniforme, junto da insígnia de campo, do lado direito desta.
A Insígnia deve ser retirada aquando da passagem à Secção seguinte.

ECO LINKS


WORLD WIDE FUND
http://www.panda.org/
LIGA DE PROTECÇÃO DA NATUREZA
http://www.lpn.pt/
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL http://www.aspea.org/
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA
http://www.quercus.pt/
INSTITUTO NACIONAL DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA
http://www.portal.icnb.pt/
PORTAL DA NATUREZA
http://www.naturlink.pt/
MINISTÉRIO DO AMBIENTE
http://www.maotdr.gov.pt/
PORTAL DO AMBIENTE
http://www.ambienteonline.pt/
AGÊNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE
http://www.iambiente.pt/
ECOLINE
http://ecoline.ics.ul.pt
CENTRO PARA O DIREITO AMBIENTAL E DESENVOLVIEMNTO SUSTENTADO
http://www.euronatura.pt/
SOCIEDADE PORTUGUESA DE ESPELEOLOGIA
http://www.spe.pt/espeleologia/
CENTRO NACIONAL DE FORMAÇÃO AMBIENTAL DO CNE
http://saojacinto.cne-escutismo.pt/

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Actividade de Espeleologia - Últimas notícias

Caros Pioneiros,
A actividade de espeleologia foi oficialmente adiada para o próximo fim de semana por indisponibilidade do dirigente Pedro Guerreiro este fim de semana.
Entretanto, será dado um Atelier de Espelologia este sábado às 16h na sede pelo dirigente Pedro Guerreiro para o qual todos estão convocados e que complementa a parte prática que será abordada na actividade.
O programa da actividade será o mesmo...

Actividade de 6 a 8 de Junho de 2008
Tipo : Raid de espeleologia
Local : Serra da Arrábida
Tema / Imaginário : Ásia


PROGRAMA

Sexta 6
20:30 – Concentração na Amadora ( sede )
21:00 – Partida
22:40 – Chegada a Setúbal
01:40 - Chegada ao Portinho da Arrábida
02:00 – Recolher/Silêncio


Sábado 7
08:30 – Alvorada
08:50 – Oração / P.A.
09:20 – Partida para a gruta
10:20 – Chegada à Gruta do Médico
11:30 – Entrada na Gruta
13:30 – Almoço
14:30 – Desmontagem
16:30 – Actividades aquáticas
20:00 - Jantar
21:30 – Ao redor da fogueira
23:30 – Recolher / Silêncio

Domingo 8
08:00 – Alvorada
08:30 – Oração / P.A.
09:30 – Raid
12:30 – Chegada a Sesimbra/almoço
14:00 – Partida para a Amadora
18:00 – Chegada à Amadora

Refeições: Por conta própria (2 almoço, 1 jantar e 2 pequenos-almoços)
Preço da actividade: 12,5 € (Bilhetes de comboio e metro)
Material necessário: encontra-se no blog

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Espelelologia


“ Há uma actividade - situada entre a ciência e o desporto - em que ainda é possível descobrir espaços desconhecidos. Essa actividade chama-se Espeleologia e leva-nos à aventura de descobrir os segredos guardados nas entranhas da Terra.

ESPELEOLOGIA

Quaisquer sejam os motivos pelos quais queiramos tomar contacto com o Mundo Subterrâneo, a sua razão encontrar-se-á sempre guardada na nossa mente. Cada um de nós quando, pensa numa gruta, desenvolve diferentes cenários compostos pelas histórias e lendas ouvidas desde pequeninos. Sejam contadas por Júlio Verne ou pelos nossos avós, essas histórias alimentarão para sempre a nossa imaginação de tesouros escondidos, monstros, novos mundos e mouras encantadas. Há ainda a inevitável vontade de descobrir, de entrar onde nunca ninguém esteve e de ser o primeiro a ver as inúmeras maravilhas do Mundo Mineral. Em suma, num único local podemos ser descobridores como Cabral, astronautas como Armstrong ou simples espeleólogos com o privilégio da contemplação do último reduto terreno, ainda não totalmente explorado pelo homem.

A espeleologia é assim: uma ciência porque estuda a formação e desenvolvimento das grutas ; um desporto porque tem uma actividade e um envolvimento físico intenso e porque é divertida e fascinante.

Aliada desde sempre à Montanha, a espeleologia herdou da escalada clássica os seus materiais e técnicas que, com as adaptações necessárias, permitiram atingir dentro das grutas maiores profundidades e distâncias de uma forma mais segura e rápida.

Assim, entre as características do material para a prática da espeleologia encontramos, o seu baixo peso, a sua grande resistência e a sua versatilidade, o que permite ao espeleólogo com um reduzido número de material, efectuar as diferentes técnicas necessárias à sua progressão horizontal e vertical.

Em Portugal estão inventariadas mais de duas mil grutas, distribuídas pelas regiões calcárias situadas entre o sul de Coimbra e o norte de Lisboa e também na Serra da Arrábida e Algarve.

AS GRUTAS

As grutas são cavernas calcárias que devem a sua existência à lenta e constante acção da água e aos produtos químicos nela dissolvidos.

Os maciços calcários quando afloram à superfície, entram em contacto com a água da chuva. Esta, devido à absorção do dióxido de carbono torna-se ácida e capaz de perfurar a rocha dura.

A água corre assim entre as fissuras da rocha, alargando-as e criando simultaneamente grandes poços e chaminés chamados "Algares" e grandes corredores a que chamamos "Galerias". Por vezes, essas galerias alargam-se em câmaras devido à queda sucessiva de blocos seu tecto, a estas chamamos salas, podendo atingir dimensões colossais, com mais de 500 metros de altura e com bases que podem atingir milhares de metros quadrados.

Mas a acção da água não se resume à dissolução das rochas. A força da gravidade faz com que a esta se escoe para níveis cada vez mais baixos, que só se esgotarão quando a água atingir um nível completamente impermeável, criando assim um lençol freático.

Pelo caminho a água, ao encontrar espaços abertos, liberta o dióxido de carbono absorvido, perdendo a capacidade de retenção dos minerais e depositando a cálcite dissolvida do calcário, que precipita das fendas, fazendo nascer formações calcíticas de rara beleza que se traduzem por estalactites, quando no tecto, estalagmites se no chão.

Em todo este processo de milhares de anos, temos ainda os pequenos lagos onde a calcite cristalizou em espectaculares polígonos romboédricos que contrastam com a espantosa aragonite ortorombica, esse espantoso mineral branco e em forma de arbusto.

Mas o Mundo Subterrâneo não é isento de cor. Os componentes do calcário, decoram as grutas de tons que vão do vermelho dos óxidos de ferro aos azuis do chumbo, nunca esquecendo o brilho vítreo do branco das formações calciticas quando muito puras.

Assim, neste mundo quase estritamente mineral, há ainda lugar para algumas formas de vida. Entre elas existe o mais misterioso mamífero terrestre, o Morcego. Sendo o mais diversificado, mais de mil espécies, é também o que está em maior perigo de extinção. A sua baixa natalidade, apenas uma cria por ano e a capacidade de reprodução só após o quarto ano de vida, faz dos morcegos um animal extremamente vulnerável.

Em Portugal, existem 27 espécies de morcegos, o que constitui quase 40% da nossa fauna de mamíferos terrestres, cerca de metade são cavernícolas.
A sua grande importância ecológica, revela-se na capacidade de cada animal poder consumir numa noite mais de metade do seu peso (mais ou menos 20g conforme a espécie) em insectos. O seu impacto no ecosistema é grande, se pensarmos que em todo o país diversas espécies consomem diariamente algumas toneladas de alimento.

Em Portugal foi recolhida informação respeitante a 22 mil morcegos cavernícolas que procuram as grutas por dois motivos importantes: para hibernarem e para se reproduzirem, ocupando igualmente as cavidades nos dois períodos intermédios. Os morcegos escolhem cavidades diferentes para as diferentes finalidades, tendo em conta as condições de humidade e temperatura. Ao longo do ano a temperatura de uma gruta tem uma variação que não vai além de três graus, podendo mesmo considerar-se que corresponde à média anual cerca de 16º. No que respeita à humidade, a variação poderá ser grande, não durante o ano mas de gruta para gruta. Assim, os morcegos escolhem as mais húmidas para a hibernação, pois perdem menos água na respiração.

As grutas assumem um importante protagonismo no estudo de várias disciplinas: da história, como importante arqueosítio não removido pelos agentes atmosféricos ou pelo homem; da biologia, pelo estudo da fauna cavernícola; da geologia, pelo estudo da formação da Terra; da geografia, pelo estudo climatérico e hidrográfico; e da química, pelos fenómenos de cristalização, alguns deles, únicos na Natureza."

Texto extraído do sítio da Associação de Espeleólogos de Sintra

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Material necessário para a actividade de espeleologia




- Frontal + pilhas suplementares
- Fato-macaco
- Capacete
- Fato-de-banho
- Comida para dois almoços, dois pequenos-almoços e um jantar
- Fita adesiva para prender o frontal ao capacete
- Saco-cama
- Esteira
- Mochila pequena

É também necessário levar o material que deve ser levado para todas as actividades do grupo pioneiro.

- Canivete
- Lanterna + pilhas suplementares
- Caderno de caça + lápis
- Bússola

O custo da actividade, bem como o programa será apresentado na reunião de quarta-feira.

Raposa Astuta